A Falsa Hierarquia no Condomínio - Síndicos de Valor
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A Falsa Hierarquia nos Condomínios

Por Grazielle Gouveia
Blog Artigo
24 de Março de 2026 Por Grazielle Gouveia
Falsa Hierarquia Condominial por Grazielle Gouveia

Em mais de uma década de atuação, administrando patrimônios, resolvendo conflitos, lidando com expectativas e liderando equipes, existe algo que sempre observo: a tendência de alguns condôminos tratarem o síndico como subordinado. Às vezes de maneira sutil, às vezes explícita e é curioso perceber que muitos desses mesmos moradores não aceitariam, nas suas empresas, serem tratados da forma como tratam quem está à frente do condomínio.

Cada condômino tem sua trajetória profissional (alguns são líderes, outros subordinados, outros empreendedores). Mas, ao chegarem no condomínio, muitos trazem consigo a lógica hierárquica das suas vivências de trabalho e assim, começam a dar ordens ao síndico, pressionar individualmente, exigir atendimentos pessoais, cobrar resultados que não são atribuições do cargo, ou agir como se a gestão existisse para servir a demandas particulares.

"E aqui vale um parêntese bem-humorado, porque faz parte da vida real dos condomínios: também existe aquele “desocupado”, que não tem nada para fazer e encontra, no condomínio, sua principal pauta do dia. Ele fiscaliza até obra que já terminou, procura defeito em piso novo, mede reboco com olhar clínico e, se deixar, acompanha a sombra da equipe de manutenção. Afinal, todo condomínio, por menor que seja, tem o seu “auditor oficial das obras prontas”."

É quase uma figura folclórica e, apesar de divertido, esse comportamento também contribui para transformar o síndico em alvo de cobranças indevidas. A minha vivência experiência permite dizer o quanto temos que ter habilidade, uma vez que a atuação na sindicatura por si só já exige jogo de cintura, técnica e equilíbrio e reforça que competência, preparo e transparência falam mais alto.

Porém é importante destacar que se nas empresas exigimos respeito hierárquico, no condomínio precisamos seguir o mesmo princípio. Lembrando que respeitar o síndico é respeitar a estrutura que mantém o condomínio funcionando, pois o síndico não é subordinado, não é empregado de condômino, e sim, ele é gestor, é representante legal e o responsável por manter tudo em ordem e isso merece reconhecimento e limites claros.

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